quarta-feira, 3 de março de 2010

No STF, Demóstenes defende cotas sociais


O senador Demóstenes Torres (DEM) defendeu durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) o uso das cotas sociais para priorizar o ingresso de alunos pobres no ensino superior – e não as cotas raciais. As audiências foram convocadas pelo Supremo para incentivar o debate antes da corte julgar uma ação do partido Democratas contra o uso das cotas raciais na Universidade de Brasília (UnB). A decisão valerá para as 68 instituições de ensino superior que adotam algum tipo de critério racial em seus vestibulares.

2 comentários:

  1. Renier de Moraes Torres Júnior3 de março de 2010 19:56

    Parabéns pela sua defesa às cotas sociais e o fim das cotas raciais. Tenho vários amigos "negros" ricos que frequentaram o cursinho pré vestibular mais caro de Belo Horizonte e foram aprovados na UFMG (Universidade que beneficia os estudantes de escolas públicas que se declaram negros com 5 % de bônus) devido a esse "roubo". Me senti injustiçado, já que a maioria das vagas ocupadas por cotistas foram dadas a pessoas que se preparam no mesmo local que eu e pagaram o mesmo valor que eu.

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  2. O senador está certo em suas colocações sobre as cotas. Vejam o o que disse o historiador Manolo Florentino (talvez o único que tenha feito um estudo sistemático sobre o tráfico de escravos- e que é contra as cotas) no Jornal do Brasil, caderno idéias, no dia 21/7/2001:

    ”Somente 1% dos 10 milhões de escravos enviados à América foram capturados diretamente por europeus. O grosso veio de guerras internas, que tiveram como subproduto a venda dos subjugados para a América”

    Para refletir sobre a tese da mestiçagem originária do estupro também é bom ver o que Florentino diz no artigo chamado "da atualidade de GIlberto Freyre", presente no livro "Divisões Perigogas:

    “Libertavam-se mais mulheres do que homens, e desse modo as forras faziam circular valores, símbolos e práticas próprias do cativeiro. Majoritariamente entre os libertos, logo uniam-se a homens livres pobres, não raro a portugueses famintos de mulher. Eis aqui um dos logros mais esquecidos da evolução do pensamento de Gilberto de Casa Grande e Senzala e Novo Mundo nos Trópicos: a alforriada contribuiu mais à mestiçagem do que o intercurso entre a escrava e o senhor. Resultamos do encontro de pobres amantes”

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